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Aulas de felicidade viram realidade na Índia

29 de outubro de 2018 Nenhum comentário

Por Joanna Cataldo

Segundo o estudo, a felicidade vem de nossos relacionamentos. Antropólogos descobriram que relações são intensificadas nas convivências em aldeias, daí a ideia de construir o campus da escola em forma de aldeia.  Foto: Reprodução/Kurani

Escolas de Nova Délhi, na Índia, estão investindo em aulas de felicidade da educação infantil ao oitavo ano. Além de incentivar os alunos a valorizar os aspectos positivos da vida, as aulas têm como objetivo diminuir o estresse, uma vez que o sistema de ensino indiano é conhecido por ser muito rígido e exigente.

Nos primeiros cinco minutos da aula, os estudantes participam de uma dinâmica em que precisam fechar os olhos, respirar fundo e pensar em coisas que dão alegria a eles. Depois, ouvem histórias inspiradoras e participam de atividades como ioga e meditação.

Opinião dos leitores
Em conversa com o Joca, os alunos do Colégio Anglo 21 (SP) comentaram as aulas de felicidade. Para Gabriel S., de 10 anos, é importante que os adultos ouçam a opinião dos estudantes e não proponham atividades apenas baseados no que o professor acha que gera felicidade. “Cada um tem um jeito de ser feliz. O que gera felicidade para um pode não gerar para o outro”, diz.

Assim como Gabriel, Maria Eduarda C., de 8 anos, e Joana de S., de 6 anos, acreditam que o ideal seria deixar que cada um fizesse o que tem interesse. “Quando a criança faz o que gosta, ela fica mais feliz”, diz Maria Eduarda. Joana S. complementa: “Acho que quem gosta de andar de patinete, pode ir para o ‘grupo do patinete’. Quem gosta de andar de skate, pode ir para o ‘grupo do skate’”.

Os estudos indianos são conhecidos por serem muito rígidos.

Outro ponto levantado pelos alunos foi o local ideal para esse tipo de aula. Na opinião de Gabriel, o melhor seria um curso especializado, com aulas particulares. “Você terá mais atenção do professor do que na escola, que tem muita gente, e terá mais coragem para fazer as atividades que quer, sem se preocupar com a opinião dos outros.” Já Henrique F., de 9 anos, acredita que seja importante realizar as atividades em grupo, com o acompanhamento de um profissional preparado. “Se você ficar sozinho com o professor, pode ficar tímido. Em grupo, na escola, pode se sentir mais à vontade para fazer o que gosta.”

Matéria originalmente publicada na seção Em Pauta da edição 121 do Jornal Joca.

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