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Como os pais podem sobreviver à fase dos porquês? Descubra!

7 de fevereiro de 2017 Nenhum comentário

 

Todas as famílias passam inevitavelmente por determinadas fases ao longo do crescimento dos filhos. Algumas etapas são mais tranquilas, outras nem tanto. Hoje vamos falar sobre a fase dos porquês. Algumas famílias tiram de letra esse período. Outras ficam muito ansiosas e inseguras, transformando uma etapa de descobertas em situações traumáticas e desestimulantes para a formação da criança.

Entre outras coisas, nesse post você verá que, muitas vezes, mais importante que o teor da resposta é a postura de quem responde. Em outras palavras, a maneira como os pais encaram as dúvidas de seus filhos faz muita diferença.

HÁ MOTIVOS PARA RECEIO DA FASE DOS PORQUÊS?

Em geral, a época de fazer perguntas começa por volta dos dois anos e meio e costuma estender-se até os quatro anos de idade. As perguntas começam a ser formuladas quando o mundo da criança se amplia. Seu filho passa a ficar mais independente e ganha consciência do próprio corpo, pois deixa de usar as fraldas e começa a alimentar-se sozinho. Seu vocabulário se expande muito e ele começa a notar os costumes e os fatos do dia a dia.

Essa etapa pode ser dividida em três estágios: o primeiro é do “o que é?”, o segundo é do “como?” e o terceiro é do “por quê?”. Essa última fase é a que causa mais inquietação aos pais. Quando começa a fase dos porquês, surge um impasse entre construir uma relação de confiança com a criança e manter um limite aos questionamentos.

É importante esclarecer que um filho só pergunta o que é capaz de entender. Ele próprio indica seu desenvolvimento. Então, se perguntou, pode ouvir a resposta sem prejudicar sua formação.

Os pais também devem saber que é normal não ter algumas respostas. Se isso acontecer, basta explicar que os pais não sabem tudo e também têm coisas a aprender como eles, os filhos. Continue a leitura e perceba como esse processo é mais simples do que parece.

COMO SABER O LIMITE DAS RESPOSTAS AOS PORQUÊS?

Ao lidar com as questões trazidas pela criança, é fundamental ter em mente os seguintes termos: clareza e objetividade. São essas as bases das respostas a serem construídas.

Lembre-se de que, se seu filho te perguntou, é porque confia em você. E se as questões forem respondidas de forma objetiva e verdadeira, a criança não perguntará mais, pois sua dúvida foi sanada.

O crucial é saber ouvir e responder só o que foi perguntado. Não é recomendado pular etapas ou responder o que não foi questionado. A criança, por aprender muitas coisas ao mesmo tempo, cria novas hipóteses sobre o que aprende. Por isso é melhor acompanhar a formação delas e esclarecer somente o necessário.

É importante ter paciência e sempre pensar em ajudar, mesmo que seja uma avalanche de perguntas. Embora às vezes seja difícil, mostre para a criança que sempre que ela tiver uma dúvida ou questionamento, pode recorrer a você.

TRAGA MAIS BENEFÍCIOS A ESSE PERÍODO DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL 

Os pais devem aproveitar esse momento para promover o desenvolvimento do senso crítico e questionador da criança como indivíduo. Lembre-se de que ali está um ser em formação, e essa é uma boa oportunidade para o aprendizado. A maior parte das questões provavelmente serão sobre fenômenos naturais (chuvas, trovões, raios, dia, noite) e sobre a origem do ser humano (gravidez, diferenças na anatomia do corpo, sexualidade).

Em situações em que você não sabe a resposta ou a criança chegou ao seu limite, você pode retornar a questão pra ela, e procurar saber o que ela pensa sobre o assunto. Pode comprometer-se a procurar a resposta e dizê-la depois, tendo o cuidado de cumprir essa promessa.

Nesses casos, também será muito produtivo se vocês pesquisarem juntos sobre o tema. Essa é uma boa hora para mostrar à criança como os pais se sentem com as perguntas, e ainda ensiná-la a aceitar bem quando não conseguir todas as explicações que deseja.

PRÁTICAS A SEREM EVITADAS 

Agora trataremos de alguns comportamentos que devem ser evitados. Muita cautela para não entrar em temas complexos ou traumáticos para seu filho. Deixe que ele guie o rumo da conversa por meio dos questionamentos feitos e suas demonstrações de interesse.

Da mesma forma, tente não dar explicações muito científicas, busque sempre dar respostas relacionadas ao ambiente e ao cotidiano da criança.

Se o comportamento questionador é inibido pelos pais ou responsáveis pelo desenvolvimento da criança, a consequência é a perda do interesse. Ela não terá ânimo para aprender e a insegurança e a apreensão paralisarão o seu processo de aprendizagem.

Ouvir é fundamental. Se isso não acontece, o responsável tende a imaginar o que foi perguntado. Daí, ele pode agregar à resposta itens complexos, como se o filho ainda não fosse capaz de absorver as verdades do mundo.

Para evitar equívocos, é aconselhável descobrir a origem da dúvida. As crianças questionam sobre o que vêem e ouvem. Sabendo como surgiu a questão, fica mais fácil direcionar a resposta. Lembrando que esta deve ser sempre clara e verdadeira.

Prefira, em todo caso, dar as respostas que seu filho precisa. Achar que ele não deve saber naquele momento sobre determinado assunto não fará com que a dúvida desapareça. A criança procurará solucionar seu problema de outra forma e nem sempre essa fonte é confiável. Principalmente se a criança passar a conceber aquele tema como algo ‘proibido’.

GARANTA UM FUTURO PROMISSOR E FELIZ A SEU FILHO

Um bom aproveitamento da fase dos porquês será muito importante para o futuro da criança, pois ela foi incentivada a fazer novas descobertas e teve estimulada a assimilação do conhecimento.

Além do desenvolvimento cognitivo, essa época é preponderante para o estreitamento dos laços de confiança e cumplicidade entre pais e filhos. Dessa forma, impeça o quanto puder dar respostas fantasiosas e inverídicas.

Traga sempre consigo a consciência de que essas perguntas te permitem conhecer ainda mais seu filho, a maneira como ele pensa e como as impressões do mundo estão sendo absorvidas por ele. Aproveite esses momentos que passam tão rápido e que podem trazer muito mais alegria à vida da família.

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