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Brasil

Conheça o ganhador de três ouros na Olimpíada de Matemática

23 de janeiro de 2019 2 comentários

Guilherme de Oliveira ficou duas vezes seguidas em primeiro lugar na OBMEP.

por Joanna Cataldo

Aos 19 anos, Guilherme Nascimento de Oliveira já tem muitas histórias – e medalhas – para contar. Ex-aluno do Instituto Federal do Espírito Santo, do campus Vitória, ele ficou duas vezes em primeiro lugar na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e agora coleciona três medalhas de ouro e uma de prata na competição.

A OBMEP, que desde 2017 tem a participação de alunos de escolas públicas e particulares, possui três categorias: estudantes de 6º e 7º anos; estudantes de 8º ou 9º anos; e estudantes do ensino médio.

Dividida em uma fase múltipla-escolha e uma dissertativa, a prova apresenta desafios de lógica, nos quais os alunos devem resolver situações do cotidiano e sequências de números, por exemplo.

A cerimônia de premiação da OBMEP 2018. Foto: Pablo Costa/IMC.

Ao contrário da Olimpíada esportiva, na qual apenas uma pessoa pode ganhar cada medalha, na OBMEP, mais de um participante podem faturar o mesmo prêmio. Ao todo, são distribuídas 500 medalhas de ouro, 1500 de prata e 4500 de bronze.

Profundo conhecedor da competição, Guilherme começou a participar do evento no sétimo ano e seguiu competindo até o 3º ano do ensino médio, quando se formou no colégio e foi aprovado no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), uma das mais renomadas universidades do Brasil.

Em entrevista ao Joca, ele revelou como se prepara para as provas e deu dicas para quem deseja se inscrever na Olimpíada deste ano. Confira:

Você ficou em primeiro lugar na OBMEP em 2017 e 2018. Em 2016, ganhou medalha de ouro [*entenda abaixo]. Qual é a sensação de ganhar tantas medalhas de ouro?
Vou voltar um pouco no tempo e falar sobre a primeira vez em que participei da Olimpíada Brasileira de Matemática [OBM]. Era 2012, eu estava terminando o sétimo ano e até então não conhecia a OBM. O evento abriu muitas portas para mim. A partir desse momento, percebi que a matemática não se resume ao que aprendemos em sala de aula. Eu vi que existia algo mais – competições de escala nacional, internacional. Era uma oportunidade para me desenvolver, conhecer novas pessoas e aumentar meus conhecimentos.

Você começou a sua trajetória na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) e depois foi para a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).
Só comecei a participar da OBMEP em 2015, porque até então eu estudava em uma escola particular e, na época, só escolas públicas podiam participar da OBMEP. Eu fui para um Instituto Federal [entidade pública] e, em 2015, participei da OBMEP pela primeira vez. Foi uma ótima experiência para mim. Fiquei mais ou menos na 105º colocação, não ganhei medalha de ouro por pouco. Sabia que precisava estudar mais um pouquinho para conseguir o ouro.

Como você se prepara para as provas?
Participo de Olimpíadas desde 2012. Na primeira vez, quando estava no sétimo ano, usei os conhecimentos que adquiri na escola. Daí para frente, comecei a estudar para as provas. Fazia exames dos anos anteriores para treinar.

A OBMEP é dividida em duas partes: a primeira é múltipla escolha e a segunda, dissertativa. Qual foi a etapa mais desafiadora para você?
Com certeza, a segunda. As notas que você precisa atingir para conseguir uma medalha são altas. Qualquer errinho, qualquer detalhe é o suficiente para você perder uma conquista.

Guilherme com a medalha conquistada na OBMEP 2018. Foto: Divulgação.

Você guarda as medalhas em algum lugar especial?
Eu guardo as medalhas em baús. Já os certificados estão separados. Alguns estão em uma pasta e outros eu enquadrei e coloquei na parede do meu quarto. Sempre que estou desmotivado, olho para os quadros e relembro o que conquistei.

Quais são os seus próximos passos agora? Você tem planos para o futuro?
Agora, estou estudando no ITA. Porém, estou concorrendo a algumas bolsas de estudo em grandes universidades dos Estados Unidos. Estou esperando o resultado sair. Para me candidatar à vagas nas instituições internacionais, eu sempre coloco as minhas participações nas Olimpíadas, pois elas dão destaque ao currículo [resumo das atividades já feitas por um candidato]. A longo prazo, eu vou deixar as portas abertas. Quando eu estudava no Instituto Federal, fiz um curso técnico de eletrotécnica. Gosto muito dessa área.

Que dicas você daria para os alunos que querem participar da OBMEP?
Faça exercícios de anos anteriores e use os bancos de questões (a própria OBMEP disponibiliza os bancos em seu site). Você pode pegar duas questões por dia e praticar um pouco. Os exercícios da Olimpíada envolvem lógica, algo que precisa ser treinado. Eu não conseguiria alcançar os resultados que tive se não tivesse estudado com as provas dos anos anteriores.

*NA OBMEP, dependendo da pontuação, mais de um participante pode ganhar a mesma medalha. Em 2016, a lista dos vencedores das medalhas vinha em ordem alfabética. Por isso, Guilherme não sabe em que colocação ficou – apenas que foi alta o bastante para faturar um ouro.

2 comentários

  1. Tomio Matsunaga Xavier says:

    Parabéns!!!
    E boa sorte em seus concursos de bolsas para institurições internacionais.

  2. Oak Canyon Jr High says:

    Muto bom cara, Parabems!

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