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Existe um modelo de escola ideal para as crianças?

16 de março de 2017 Nenhum comentário

A escolha da instituição de ensino para os filhos nunca é tarefa fácil. São muitos os pontos a se analisar nessa hora: localização, preço, infraestrutura, horário e, claro, a metodologia de ensino adotada. Nesse último aspecto, encontramos os mais variados tipos de escola: das mais tradicionais às mais liberais, passando pelas que oferecem todo tipo de recurso tecnológico. Mas, afinal, existe um modelo de escola ideal para as crianças?

Especialistas afirmam que o modelo ideal é aquele mais adaptado aos valores da família. A filosofia que norteia os princípios pedagógicos de uma instituição de ensino deve estar de acordo com as expectativas dos pais em relação à educação de seus filhos.

A família pode começar a busca pela escola ideal elencando critérios que considera fundamentais no processo de educação. Depois, inicia-se a pesquisa pelas instituições que tenham essas características. A visita é fundamental. Nada como conversar com a equipe pedagógica, esclarecer todas as dúvidas e sentir o clima da escola.

Dessa forma, os pais evitam algumas surpresas desagradáveis pelo caminho. Uma família, por exemplo, ao matricular seu filho numa escola Waldorf sem conhecer essa filosofia, pode entrar em conflito com a escola, o que será prejudicial para a educação da criança.

Conheça os principais métodos de ensino:

Tradicional

A escola tradicional é aquela que prioriza o conteúdo. Muitas instituições que adotam essa metodologia têm como objetivo final a aprovação do aluno no vestibular. Para isso, avaliam o estudante a partir do conteúdo dado em sala de aula.

Nesse contexto, quadro negro, giz, livros e memorização ainda aparecem como ferramentas importantes. Mas, hoje, já há uma tendência de relacionar os conteúdos estudados nas diversas disciplinas.

Construtivista

Nesse modelo, o professor é um facilitador no processo de aprendizagem. Não é o detentor de todo o saber.

Por isso, no construtivismo, o aluno tem um papel ativo na busca do conhecimento. Além disso, seu ritmo é respeitado e a avaliação desafia sua capacidade de contextualizar.

Montessoriana

Estimula a busca individual e direta no processo de aprendizagem. Prioriza a concentração e a percepção sensorial da criança. Sendo assim, o ambiente é todo preparado para despertar o desejo de aprender nesse aluno, para que possa aprender “mexendo”. Mas tudo com muita responsabilidade. O estudante limpa o que sujou, guarda o que pegou, etc. As avaliações consideram as conquistas dos alunos.

Waldorf

Baseada na Antroposofia, preocupa-se com o desenvolvimento integral do ser humano: físico, intelectual, espiritual e artístico. Parte do conceito de “educação para a liberdade”. As crianças têm aula de tricô e aprendem instrumentos como violino.

Os alunos são estimulados a brincar e a alfabetização só tem início aos 7 anos. Os pais têm que viver essa filosofia inclusive em casa. Eles são orientados com relação à alimentação da criança, que deve ser o mais natural possível, e a evitar TV e computadores. Não há avaliações formais.

É possível encontrar um modelo personalizado?

É comum pais não se sentirem absolutamente seguros com nenhum método específico. Mas, como as crianças são únicas em suas necessidades e ritmo de aprendizagem, a personalização do ensino tem se mostrado uma forte tendência.

Com o uso da tecnologia, o ensino personalizado propõe mudanças no ambiente escolar e no papel do professor, a partir de uma série de estratégias.

O perfil de cada aluno é avaliado, com seus pontos fortes e fracos. A partir daí, um plano de estudo individual é traçado diariamente.

O espaço físico também é alterado para que as atividades possam ocorrer da melhor forma possível: em duplas, grupos, online, por meio de softwares, vídeos etc. Cada aluno vai compreender melhor o conteúdo de uma maneira e, no modelo personalizado de educação, a escola tem que oferecer os recursos para isso.

Nas salas de aula tradicionais, o professor tem dificuldades em dar atenção individualizada. Mas, com a ajuda da tecnologia e desse novo ambiente, isso é possível. O professor é praticamente um mentor do aluno, que tem autonomia no processo de aprendizagem.

Tecnologia e educação formal podem caminhar juntas?

É possível também os pais apostarem em um modelo híbrido, cuja proposta é uma combinação entre online e offline. Há os momentos em que o aluno estuda sozinho, de maneira virtual e autônoma.

Além disso, também há momentos em grupo. Nessas ocasiões, os professores costumam propor atividades que promovam a interação. Geralmente, não há uso de tecnologia nessas horas.

A ideia é que os dois momentos se complementem, tornando a educação mais efetiva, diversa e personalizada.

Especialistas afirmam que esse modelo, inclusive, se adapta mais às exigências do mercado de trabalho, atualmente mais interessado em pessoas capazes de trabalhar em grupos menores, com o apoio dos recursos tecnológicos e com autonomia, ou seja, sem uma supervisão constante.

O modelo híbrido também busca aumentar o interesse dos alunos pela escola.Pesquisa do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP) mostra que os jovens, principalmente de baixa renda, abandonam os estudos porque não conseguem conectá-los com seu projeto de vida. A pesquisa também aponta que as aulas fragmentadas e a falta de tecnologia são desestimulantes.

Outro ponto muito interessante do uso da tecnologia é ela permitir aos educadores o acesso a um histórico deixado pelos estudantes nos ambientes virtuais. Tudo isso poderá servir como base para decisões pedagógicas. Afinal, é muito mais fácil cruzar dados dessa forma do que em centenas e centenas de avaliações em folhas de papel!

Como desenvolver a autonomia dos alunos?

Esse deve ser um dos grandes objetivos da educação. As estratégias de personalização e o ensino híbrido contribuem para o engajamento do aluno.

Ele vai direcionar seu aprendizado a partir do que é importante para ele. Nesse processo, o professor é um tutor que caminha ao lado do aluno apresentando recursos e promovendo a interação, ajudando-o a descobrir seus talentos e a superar desafios.

Dentre esses recursos, estão softwares, plataformas, ferramentas específicas e livros. Tudo o que possa estimular a curiosidade e despertar interesses.

Um jornal, por exemplo, pode ser trabalhado de diversas maneiras, inclusive em projetos interdisciplinares, outro pilar do ensino personalizado.

Enfim, o modelo de escola ideal passa por vários aspectos. O importante é que aluno e família vivam uma experiência enriquecedora e estimulante. Gostou de conhecer mais metodologias de ensino? Siga nossa página no Facebook e fique por dentro de outras dicas sobre educação!

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