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Inauguração de embaixada dos EUA em Jerusalém causa polêmica

14 de Maio de 2018 Nenhum comentário

Trump em Jerusalém: a posição dos Estados Unidos é vista como favorável aos israelenses.

Os Estados Unidos inauguram neste dia 14, em Jerusalém, sua embaixada (presença oficial de uma nação dentro de outra nação). A decisão do presidente norte-americano Donald Trump, anunciada em dezembro, desagradou a ONU (Organização das Nações Unidas) e milhares de palestinos protestam contra.

Até agora, a comunidade internacional concordava em não reconhecer Jerusalém como capital palestina ou de Israel. O objetivo era esperar que as duas partes, envolvidas em uma disputa de território no Oriente Médio, chegassem a um acordo de paz.

Na prática, a cidade é dividida entre lado ocidental, com maioria israelense, e oriental, de maioria árabe. Os palestinos querem transformar a parte oriental na capital de seu futuro Estado. Já Israel a considera sua “capital eterna” e não quer dividi-la.

Para não tomar partido nesta disputa, a maioria dos países mantêm suas embaixadas em Tel Aviv, a segunda maior cidade de Israel. Seguindo os EUA, Guatemala e Paraguai foram os únicos a anunciar que vão mudar suas embaixadas para Jerusalém.

Violência
Com a decisão, Trump se antecipa ao reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. A posição dos Estados Unidos é vista como favorável aos israelenses. Tanto os países a favor dos EUA, como os que são contra, entendem que a atitude dificulta que os palestinos aceitem a mediação norte-americana pela paz na região.

Os países também temem que a decisão dos EUA provoquem uma nova onda de violência na região. Protestos na fronteira entre a faixa de Gaza e Israel contra a decisão deixaram cerca de 60 palestinos mortos e mais de dois mil feridos nesta segunda-feira.

Este é o maior número de mortos em um mesmo dia em confrontos entre Israel e palestinos desde 2014, segundo a agência de notícias Associated Press.

Entenda o conflito árabe-israelense
A criação do Estado de Israel completa 70 anos hoje. Criado em 1948 pela ONU, Israel previa a divisão do então território da Palestina em dois Estados: um árabe e um judeu.

No entanto, a Palestina não aceitou a resolução e os líderes judeus decretaram sua independência. Logo em seguida, os árabes decretaram a guerra árabe-israelense.

Leia mais: 6 questões para entender a polêmica envolvendo Jerusalém

 

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