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Vamos conversar sobre déficit de atenção infantil?

12 de abril de 2017 Nenhum comentário

Reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurológico que atinge de 3 a 5% das crianças brasileiras.

A seguir, separamos algumas das principais informações sobre o déficit de atenção infantil. Confira!

O que é déficit de atenção infantil?

O déficit de atenção infantil é um dos sintomas do transtorno neurobiológico chamado de TDAH, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Esse distúrbio geralmente surge na infância e pode acompanhar o portador ao longo de toda a vida.

O TDAH pode se manifestar tanto em uma combinação entre os sintomas de desatenção e hiperatividade, como em cada um desses isoladamente. No caso de crianças que apresentam o distúrbio de déficit de atenção, são apresentados problemas de concentração, apreensão de informações, foco e aprendizado.

São definidos como os principais fatores de origem do transtorno a hereditariedade, problemas na família, sofrimento fetal, substâncias ingeridas na gravidez e intoxicação por chumbo. Existem ainda alguns estudos sobre outras possíveis causas para o desenvolvimento da doença, como a ingestão do corante amarelo, aspartame, luz artificial, deficiência de hormônios tireoidianos e até mesmo deficiências vitamínicas na dieta da criança.

A convivência com o transtorno pode resultar em baixa autoestima, problemas na escola e de relacionamentos, além dos reflexos que serão projetados na vida adulta. Portanto, é de suma importância que, após a detecção do quadro ou mesmo de suspeitas, os pais procurem imediatamente tratamento para a criança.

Em que fase da vida é possível diagnosticar o transtorno de déficit de atenção?

Geralmente, é possível diagnosticar o transtorno de déficit de atenção em torno dos 7 anos da criança. Nessa idade são exigidas da criança tarefas mais complexas na escola, assim como a maior demanda de atenção no aprendizado.

Assim, a partir da detecção de sintomas como dificuldade e relutância da criança em prestar tarefas que exijam esforço mental é recomendável procurar ajuda profissional.

Como é feito o diagnóstico?

A partir da observação dos sintomas já citados e da avaliação de um profissional da área da saúde, é possível diagnosticar o transtorno. Esse diagnóstico pode ser feito tanto por psicólogos quanto por médicos, ainda que outros profissionais possam participar do tratamento da criança.

Qual o melhor tratamento?

O tratamento para déficit de atenção infantil inclui a utilização de medicação associada à psicoterapia. Além disso, em alguns casos, é recomendável a participação de fonoaudiólogos, a fim de aprimorar a linguagem oral e escrita da criança que apresenta o distúrbio.

Com o devido diagnóstico, o médico responsável prescreverá a medicação que controlará a expressão dos sintomas do transtorno na criança. Concomitantemente, a condução de uma psicoterapia é importante para o bom desenvolvimento das habilidades que demandam atenção e concentração.

Como proceder com um filho com o transtorno?

A criação de filhos com TDAH pode ser considerada um grande desafio para os pais. Dessa forma, além do adequado tratamento profissional, é importante que a conduta para com a criança com o distúrbio seja diferenciada.

Algo que deve ser evitado em excesso é a exposição da criança a aparelhos eletrônicos que produzam muitos estímulos passivos na criança, como videogames, televisão, tablets e celulares.

Como a maioria dos entretenimentos provenientes desses meios não exige um esforço mental considerável, é muito provável que a criança acabe preferindo esse tipo de atividade em detrimento de algo que realmente auxilie no seu desenvolvimento mental.

A imposição de regras é uma das principais dicas para lidar com crianças com TDAH, principalmente em situações em que a hiperatividade também está presente. Desse modo, o estabelecimento de uma rotina de estudos, ou mesmo de qualquer tipo de obrigação é extremamente benéfico para o crescimento da criança.

Outra questão importante é a de manter sempre a paciência na hora de impor esses limites. Por serem mais sujeitas a desvios em relação a essas regras, é muito comum que crianças com o distúrbio façam com que os pais percam a paciência por causa de suas dificuldades. Porém, uma resposta agressiva é muito prejudicial ao desenvolvimento das competências da criança e deve ser evitado ao máximo.

Qualquer resultado positivo deve ser acompanhado por incentivo e reforços positivos por parte dos pais. Esse tipo de reforço não só incentiva a criança a perseverar nas atividades, como também melhora a sua autoestima. Entretanto, deve-se tomar a precaução de nunca exagerar, de modo que a criança não se dê por satisfeita com qualquer resultado e sempre seja estimulada a buscar mais.

É ainda importante que, mesmo em casos em que não seja possível dar um retorno positivo à criança, o feedback seja feito por meio de diálogo. Esse retorno deve ser emitido sempre com o objetivo de incentivar a sua evolução, e não no sentido de repreensão.

Muitos pais têm o costume de utilizar comparações entre os filhos e outras crianças na tentativa de corrigir algum comportamento. Esse tipo de conduta é extremamente prejudicial para o amadurecimento da criança, uma vez que influencia diretamente na autoestima, fazendo com que ela não se sinta capaz de realizar determinada ação, ao contrário de outras crianças.

A construção de uma relação de confiança e proximidade com o filho é fundamental para a convivência com o transtorno de déficit de atenção. Dessa forma, é bem importante que a criança sinta nos pais um apoio incondicional, o que aumentará consideravelmente o sucesso na superação dos obstáculos impostos pelo distúrbio.

Assim, com alguns comportamentos dos pais que se atenham aos pontos citados, em conjunto com um acompanhamento profissional, é possível criar normalmente um filho com déficit de atenção. Embora esse distúrbio demande alguns cuidados adicionais com o seu filho, ele não impede que a criança tenha um desenvolvimento normal.

E aí, gostou do post? Então, não deixe de comentar as suas dúvidas e experiências abaixo!

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